BRASIL – O início da pré-campanha eleitoral de 2026 revela um desafio comum a diversos governadores em segundo mandato: a dificuldade de “passar o bastão”. Mesmo líderes com boa aprovação técnica enfrentam bases fragmentadas, o avanço de nomes independentes e o impacto de decisões judiciais que desestabilizaram grupos políticos tradicionais.
Paraná: O “Fator Moro” e a fragmentação da base
No Paraná, o governador Ratinho Junior (PSD) surpreendeu ao desistir da pré-campanha presidencial e anunciar que ficará no cargo até dezembro. O movimento é uma tentativa de reorganizar sua base, que viu nomes fortes como Rafael Greca (MDB) e Alexandre Curi (Republicanos) buscarem caminhos próprios fora de seu partido original.
O cenário é pressionado por Sergio Moro (PL), que lidera as pesquisas de intenção de voto com ampla vantagem, apresentando-se como uma força autônoma que desafia a hegemonia de Ratinho Junior no estado.
Rio de Janeiro: Caos administrativo e incertezas
O Rio de Janeiro vive uma situação atípica e crítica. Com o ex-governador Cláudio Castro (PL) declarado inelegível e a linha sucessória desmantelada por renúncias e prisões, o estado aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Corte definirá se o “mandato-tampão” será resolvido por eleição direta ou indireta, em meio a um cenário de profunda desarticulação política.
Minas Gerais e Rio Grande do Sul: Desafios de continuidade
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Minas Gerais: Com a renúncia de Romeu Zema para disputar o Planalto, Mateus Simões (PSD) assumiu o governo, mas ainda busca crescer nas pesquisas. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) lidera a corrida, seguido por Rodrigo Pacheco (PSB), mostrando que o apoio de Zema ainda não foi totalmente transferido ao seu sucessor.
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Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB) também decidiu permanecer no cargo até o fim do mandato após ser preterido na disputa presidencial. Ele tenta agora fortalecer o vice Gabriel Souza (MDB) contra o avanço de Luciano Zucco (PL) e da aliança de esquerda em torno de Juliana Brizola (PDT).
Rio Grande do Norte: Desgaste fiscal e falta de herdeiro
Única governadora do PT reeleita no Nordeste, Fátima Bezerra enfrenta dificuldades fiscais e falta de um sucessor natural. Pesquisas recentes apontam Allyson Bezerra (União) e o senador Rogério Marinho (PL) como os principais nomes da disputa, evidenciando o desgaste da gestão atual frente à oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Análise: O fim do controle absoluto
Para estrategistas políticos, o ciclo atual demonstra que a aprovação administrativa não garante mais o controle da sucessão. A emergência de figuras com capital político próprio e a fragmentação das alianças regionais tornam as disputas estaduais de 2026 as mais imprevisíveis das últimas décadas.
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